Poema Marciano Número Dois
Nós os marcianos,
não sabemos nada de nada,
por isso descobrimos coisas
que de tão visíveis
vocês poderiam até sentar em cima delas…
Não brinco! Não minto! um dia, um de nós (van Gogh) pintou uma cadeira vulgar, uma dessas cadeiras de palha trançada…
Mas, quando viram a tela, foi aquela espantação:
"Uma cadeira", exclamaram.
Uma cadeira? Não, a cadeira,
Tudo é singular,
Até as autoridades sabem disso…
Se não, me explica
por que iriam fazer tanta questão
das tuas impressões digitais?
Mário Quintana













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