MALDIÇÃO
Se por vinte anos, nesta furna escura,
Deixei dormir a minha maldição,
- Hoje, velha e cansada da amargura,
Minha alma se abrirá como um vulcão.
E, em torrentes de cólera e loucura,
Sobre a tua cabeça ferverão
Vinte anos de silêncio e de tortura,
Vinte anos de agonia e solidão…
Maldita sejas pelo ideal perdido!
Pelo mal que fizeste sem querer!
Pelo amor que morreu sem ter nascido!
Pelas horas vividas sem prazer!
Pela tristeza do que eu tenho sido!
Pelo esplendor do que eu deixei de ser!
Olavo Bilac
15/12/2007 às 08:10
Puxa!!! Acho que o Olavo estava bravo.
Mas, isso também passa… Liga para ele não, viu!!!
Vim aqui para lhe desejar um final de semana lindo!!!
Bjos,