Saudades
Saudades! Sim… Talvez… e porque não?… Esquecer! Para quê?… Ah! como é vão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, quem dera que fosse sempre assim:
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
26/01/2008 às 19:57
Boa tarde, meu caro.
Tenho lido seu blog, e me impressiona o seu bom gosto em poesia.
Gostaria de sugerir que você desse uma olhada no site do poeta português Miguel Torga, do qual só vi um poema no seu blog.
http://purl.pt/13860/1/index.html
Um abraço,
João Renato.