De um amor morto
De um amor morto fica
um pesado tempo quotidiano
onde os gestos se esbarram ao longo do ano
De um amor morto não fica
nenhuma memória
o passado se rende
o presente o devora
e os navios do tempo
agudos e lentos
o levam embora
Pois um amor morto não deixa
em nós seu retrato
de infinita demora
é apenas um facto
que a eternidade ignora
Sophia de Mello Breyner Andresen












“O AMOR SÓ COMEÇA A MATAR QUANDO COMEÇA A MORRER.UM AMOR VIVO NÃO MATA,DÁ VIDA.”
Virginia disse isso em 11/11/2009 às 21:20
‘ Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te. ‘
Virginia disse isso em 11/11/2009 às 21:22