Tuas Mãos

Com tuas mãos eu sonho noite e dia, 

porque, com arte mágica e eloqüente, 

me souberam dizer, furtivamente, 

o que jamais tua boca me diria. 

Quisera ter meus lábios e desejos 

em tuas mãos, que são duas estrelas, 

e, em milagre de amor, senti-las, vê-las 

inteiramente presas por meus beijos. 

Mãos divinais que eu amo e prezo tanto; 

mãos de luz e de seda, que meu canto 

há de imortalizar! Ó mãos gloriosas! 

De vós um grande bem quero esperar: 

cerrai meus olhos, lindas mãos piedosas, 

no momento em que a morte me chegar! 

Ovídio Fernández Rios 

Poeta uruguaio (1882-1963) 

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Um comentário sobre “Tuas Mãos

  1. Quando tuas mãos saem,
    amada, para as minhas,
    o que me trazem voando?
    (…)
    A minha vida toda
    eu andei procurando-as.
    Subi muitas escadas,
    cruzei os recifes,
    os trens me transportaram,
    as águas me trouxeram,
    e na pele das uvas
    achei que te tocava.
    De repente a madeira
    me trouxe o teu contacto,
    a amêndoa me anunciava
    suavidades secretas,
    até que as tuas mãos
    envolveram meu peito
    e ali como duas asas
    repousaram da viagem.

    -Pablo Neruda-

    Beijos…

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