Piedade? Não!

Piedade? Não! Não a desejo.

Ela seria escárnio maior,
Cruel desdém feito gracejo
Com olhar sério para conter
A rude graça. Não! A dor

Eu chore em paz. Deixem doer!
Piedade? Não! Escárnio venha,
Mais indiferença e mais desdém:
Confortos desses meu lar os tenha.

Mudar em pena o seu olhar
Já dor de mais fora também.
Fingir bondade, não pode ser.

Que os males pareçam como eles são.
Querer mascará-los é escarnecer,
Rara malícia sem coração.

Alexander Search

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