A Flor que És

A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.

Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.

Ricardo Reis

Um comentário sobre “A Flor que És

  1. Seguro Assento na coluna firme
    Dos versos em que fico,
    Nem temo o influxo inúmero futuro
    Dos tempos e do olvido;
    Que a mente, quando, fixa, em si contempla
    Os reflexos do mundo,
    Deles se plasma torna, e à arte o mundo
    Cria, que não a mente.
    Assim na placa o externo instante grava
    Seu ser, durando nela.

    R. Reis, in “Odes”

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