A Curva dos Teus Olhos

A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
É uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi

É que os teus olhos não me viram sempre.
Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,

Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores dos sons e nascentes das cores.
Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,

Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar.

Paul Eluard

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Um comentário sobre “A Curva dos Teus Olhos

  1. B E I J O D O S O L H O S

    No voo deste olhar que me atravessa,
    E mira no horizonte azul de mar,
    Recolho-me na mística promessa
    De nunca, além de em sonho, te buscar.

    Mas como resolver tamanha pressa
    E nunca te sentir as alfazemas,
    Se nada há neste mundo que me impeça
    De amar de corpo inteiro e olhar apenas?

    Agora, invento um beijo feito um laço
    De olhares que se cruzam pelo espaço
    Que existe enquanto o sonho nos levar.

    Por isso, mergulhei neste oceano:
    Dois brilhos que me arrastam para o insano
    Momento em que me afogue em teu olhar.

    Emerson Donizete Batista

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