Última estrela

Última estrela a desaparecer antes do dia,

Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos,

E vejo-te independentemente de mim;

Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te

Sem “estado de alma” nenhum, sonho ver-te.

A tua beleza para mim está em existires

A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.

 

Alberto Caeiro

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Um comentário sobre “Última estrela

  1. O lince da tua boca
    deitado no meu poema
    bebe o corpo dos meus versos
    devora-lhes a alma acesa
    Com as pernas pula e enlaça
    a linguagem desvenda
    Com as garras desce-lhe as alças
    aceita a febre descalça
    Crava os dentes na sintaxe
    lambe devagar as letras
    Sente-se a rima onde se enrreda
    possui a escrita sem pena
    procura a nudez da página
    tem um orgasmo de seda.

    M. T. Horta

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