Beijo maldito

Da Fantasia nos itinerários
Beijei teu lábio de veneno e insídias…
– Rosa de outono aberta em dois nectários,
– Mirra enganosa dos turibulários,
– Vaso de Sévres recendendo a orquídeas.

Beijei teu lábio de veneno e agruras
E o beijo trouxe-me o fatal ressábio
Dos desesperos e das amarguras…
E vou rolando para as sepulturas
E nunca mais hei de beijar teu lábio!

Augusto dos Anjos

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