Ennio Morricone – Cinema Paradiso

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Garden of Earthly Delight – Hell

Jheronimus Bosch, 1450 – 1516

 


 

Jeroen van Aeken, cujo pseudónimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch, (‘s-Hertogenbosch, c. 1450 — Agosto de 1516), foi um pintor e gravador flamengo dos séculos XV e XVI.

Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilização de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.

Pintores alemães como Martin Schongauer, Matthias Grünewald e Albrecht Dürer influenciaram a obra de Bosch. Apesar de ter sido quase contemporâneo de Jan van Eyck, seu estilo era completamente diferente.

Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX, que teve mestres como Max Ernst e Salvador Dalí.

Pieter Brueghel o Velho foi influenciado pela arte de Bosch e produziu vários quadros em um estilo semelhante.

Sugestão de filme: "Lisbon Story" (1994)

SINOPSE
Já tinha filmada duas vezes em Lisboa e achava-a uma cidade fascinante. Mas sentia-me culpado por nunca ter feito mais do que arranhar a superfície de um lugar que amava… Quando o produtor Paulo Branco me pediu para fazer um filme sobre a cidade, encomendado pela própria Lisboa, vi que tinha a oportunidade de compensar as oportunidade perdidas. Agora, penso que este é o mais divertido dos filmes que fiz.
De alguma forma "Lisbon Story" é também a minha contribuição para as comemorações do centenário do cinema.

Wim Wenders


Debaixo de um monte de cartas está um lacónico, porém imperativo, telegrama: o engenheiro de som Philip Winter tem que viajar até Lisboa para ajudar o seu amigo Friedrich Monroe, que está a rodar um filme naquela cidade.

Com um pé engessado, Winter atravessa a Europa de norte a sul até chegar à capital portuguesa, só que já é um pouco tarde demais: Friedrich desapareceu. Na grande casa onde vivia, o realizador não deixou mais do que uma película inacabada, imagens sem som recolhidas nas ruas de Lisboa com uma velha câmera de filmar, como a de Buster Keaton em The Cameraman.

Pacientemente, Winter decide pôr o som nas imagens: encantado com a cidade, deambula pelas ruas de microfone na mão, atrás das filmagens do amigo. Entretanto conhece os Madredeus e a sua bela cantora, Teresa, a que Winter não fica indiferente. O grupo tinha alojado o cineasta e, antes deste partir, tinha mesmo chegado a compor a música para o seu filme. Winter trava ainda conhecimento com o realizador Manoel de Oliveira com quem fala de Deus, da arte e do cinema. Só que de Friedrich, nem rasto. Talvez se tenha aventurado por bairros mal afamados. Pelo menos é isso que Winter acaba por pensar quando um ladrão foge com o seu dinheiro.

Maria Bethânia – Cântico Negro

 

 

"Vem por aqui" – dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.

– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…

Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
– Sei que não vou por aí!

José Régio

O Jardim das Delícias, Hieronymus Bosch – 1504

Bosch

O tríptico (três painéis) de Hieronymus Bosch, O Jardim das Delícias Terrenas, descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais. Ao centro aparece, curiosamente, um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa. A obra expõe ainda símbolos e atividades sexuais com vividez. Especula-se sobre seus financiadores, que poderiam ser adeptos do amor livre, já que parece improvável que alguma igreja tradicional a tenha encomendado.

Ligada à "utopia" por um lado, mas representando o lugar da vida humana por outro, Bosch revela uma atualidade do seu tempo, dado que essa vida está entre o paraíso e o inferno como se conta no Gênesis. O tríptico, quando fechado, tem uma citação transcrita desse livro "Ele mesmo ordenou e tudo foi criado". Entre o bem e o mal está o pecado, preposição cristã. No jardim, painel central, representações da luxúria, mensagem de fragilidade nas envolvências do vidro e das flores, refletem um caráter efêmero da vida, passagem etérea do gozo, do prazer.

Enquanto "utopia", porque transcreve de modo imaginário na imagem um "real", que mais se aproxima do surreal, e representa, mesmo que toda a sociedade e a cultura Ocidental estejam marcadas por essa estrutura, uma história “utópica” do seu tempo. Entre um “bem” e um “mal” está a vida e o pecado, de certo foi aplicado, mas no início seria apenas uma projeção.

Fonte: Wikipédia

Vídeo – Perfume de Mulher – Al Pacino

 

Frank Slade (Al Pacino), um tenente-coronel cego, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O’Donnell), um jovem acompanhante, com quem resolve ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.

O Palácio dos ventos

Construido no final do século XVIII pelo marajá Sawai Patrap Singh, o palácio dos ventos-hawamahaae é um dos mais fascinantes monumentos da Índia. Situado na parte mais antiga da cidade, ele surpreende com as 953 pequenas janelas espalhadas por sua fachada. O tamanho e a quantidade dessas janelas não foram uma escolha decorativa. Elas foram criadas especialmente para que as mulheres do harém do marajá pudessem observar as ruas sem que ninguém as vissem.

Palácio dos Ventos

Hoje em dia, o zelo não é tão grande, as mulheres podem circular normalmente pelas ruas, mas a imponência do palácio ainda é a memória viva dos tempos antigos. Com cinco andares, o palácio dos ventos tem uma lateral bastante estreita. Quando o vento sopra, ecoa uma suave melodia de seu interior. Do alto, é possível ter uma excelente visão da cidade. Sua cor, que acompanha o colorido de Jaipur, foi obtida com a utilização do arenito rosa, abundante em todo Estado do Rajastão.

A contrução da cidade de Jaipur, com cerca de dez quilometros quadrados, foi planejada pelos muçulmanos. Vindos da Pérsia e da Turquia por volta de 1.100, eles dominaram o norte da Índia por mais de 500 anos. Ali deixaram traços culturais e uma arquitetura requintada.

Cinema Paradiso

 

Salvatore di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. E ali Totó aprendeu a amar o cinema.

O Castelo de Chapultepec

O Castelo de Chapultepec

O chamado Castelo de Chapultepec (em castelhano: Castillo de Chapultepec) é um palácio situado na colina de Chapultepec, na Cidade do México, no México.

Na cota de 2.325 metros acima do nível do mar, integra o Parque de Chapultepec. Em nahuatl, Chapultepec significa "colina do gafanhoto".

A construção deste edifício data de 1795, durante a administração do vice-rei Bernardo de Gálvez. Foi projectado como palácio de recreio para os vice-reis, embora os elevados custos envolvidos na sua construção tenham impossibilitado a sua conclusão.

Em 1833, em plena administração do presidente Anastasio Bustamante, depois do México conseguir a sua independência, o antigo palácio vice-real foi convertido em Colégio Militar.

Posteriormente, durante a Guerra Mexicano-Americana, em 1847, seis heróicos cadetes militares, de idades entre os 14 e os 20 anos, lutaram até à morte contra os invasores do Exército dos Estados Unidos da América; um deles, Juan Escutia, embrulhou-se na bandeira mexicana e saltou para morte, em detrimento da sua captura. Hoje são recordados como os Niños Héroes (Rapazes Heróis), ou os "Cadetes Heróicos" (ver batalha de Chapultepec), e homenageados em mármore branco no monumento à entrada do parque.

Desde 1858 até 1939, as assoalhadas do castelo conexas com o jardim suspenso funcionaram como residência oficial dos governadores do México.

Foi transformado no Museu de História Nacional do México desde 31 de Dezembro de 1938, por decreto-lei do presidente Lázaro Cárdenas.

(Fonte: Wikipedia)

A Festa dos Deuses – Giovanni Bellini – 1514

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Giovanni Bellini, também chamado em sua terra natal de Giambellino, (Veneza, c. 1430 – idem, 1516) foi um pintor do Renascimento. O mais famoso de uma família de pintores de mesmo sobrenome, era cunhado e amigo de Mantegna, e teve Tiziano entre seus aprendizes. É considerado como renovador da pintura da escola veneziana, movendo-a para um estilo mais sensual e policromático. Pelo uso de cores claras de lenta secagem, Bellini criou sombras detalhadas, profundidade e ricos coloridos. Suas fluentes e coloridas paisagens tiveram um grande efeito no seu tempo.

Sua última obra foi Festa dos Deuses, para o duque Afonso de Ferrara, mas morreu antes de terminar, tarefa legada a seus pupilo Tiziano (1490-1576).

A pintura é de tal modo delicada que os contornos são praticamente imperceptíveis, o que revela a criatividade e o talento de Bellini aos 88 anos de idade.

 

O Alegre Beberrão – Frans Hals – 1628-1630

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Um dos maiores retratistas da história da pintura, o holandês Frans Hals cumpriu um destino comum a outros grandes nomes da pintura: o extraordinário talento convivendo com intermináveis problemas financeiros. Nascido por volta de 1580 em Antuérpia, ele arrastou uma vida quase pacata em Haarlem, no norte dos Países Baixos, e pouco se preocupou, durante sua carreira, com o estilo e as realizações dos grandes mestres italianos de sua época — como fez, por exemplo, seu contemporâneo Van Dyck.

Hals viveu e trabalhou sempre em Haarlem. Retratista de sucesso junto a figuras ilustres da sociedade, enfrentou contínuas dificuldades financeiras e morreu na mais completa miséria.

Um elemento verista, neste caso de teor quase-caricatural, pode ser encontrado na obra o “Alegre Beberrão”. No caso da pintura de gênero, destacam-se representações de “personagens tipo”, espelho de um retrato real da sociedade do século XVII.

Verismo, ora chocante, ora caricatural, ora representação de personagens tipo da sociedade através da inclusão de elementos rotineiros foi muito usado por Frans Hals.

A rendição de Breda – Diego Velázquez

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A rendição de Breda, A tomada de Breda ou As lanças é um óleo sobre tela, pintado antes de 1635 por Diego Velázquez, que se encontra no Museu do Prado, Madrid.

Para entender esta obra de Velázquez do um ponto de vista histórico tem que remontar-se um pouco ao que estava a suceder no final do século XVI e início do XVII. Os Países Baixos (liderados pelo seu nobre mas importante, Guilherme de Orange) estavam imersos na Guerra dos Oitenta Anos ou guerra de Flandres, na qual lutavam pela independência da Espanha.

Em 1590, com Maurício, príncipe de Orange (quarto filho de Guilherme) como estatúder das Províncias Unidas dos Países Baixos, a cidade de Breda foi tomada pelos holandeses. A trégua dos doze anos manteve o país em calma entre 1609 e 1621. Quando o rei da Espanha Filipe IV subiu ao trono em 1621, a trégua expirou e a guerra recomeçou. A intenção de Filipe IV era recuperar esta cidade tão importante da qual poderia manobrar-se para outras conquistas.

Filipe IV nomeou como chefe supremo da expedição à Breda seu melhor estrategista ao seu serviço naquela época, o aristocrata genovês Ambrósio de Spinola, que se pôs no comando de 30.000 homens, ademais dum bom número de generais espanhóis, como os famosos militares marquês de Leganés e D. Carlos Coloma.

A cidade de Breda era defendida por Justino de Nassau, da casa de Orange. O cerco à cidade foi uma lição de estratégia militar.

As crônicas da época contam que a defesa de Breda chegou a ser heróica, mas finalmente a guarnição teve que se render. Justino de Nassau capitulou a 5 de Junho de 1625. Foi uma capitulação honrosa que o exército espanhol reconheceu como tal, admirando no seu inimigo a valentia dos assediados.

Velázquez desenvolve o tema sem vanglória nem sangue. Os dois protagonistas estão no centro da cena e parecem dialogar mais como amigos do que como inimigos. Justino de Nassau aparece com as chaves de Breda na mão e faz ademão de ajoelhar-se, o qual é impedido pelo seu adversário que põe uma mão sobre seu ombro para evitar que se humilhe. Neste senso, é uma ruptura com a tradicional representação do herói militar, que costumava representar-se erguido sobre o derrotado, humilhando-o. Igualmente afasta-se do hieratismo que dominava os quadros de batalhas.

O Menino de Azul (The blue boy) – Thomas Gainsborough – 1770

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Pintor inglês, Gainsborough estudou pintura em Londres (1740-1748). De volta a Suffolk, estabeleceu-se como retratista. Em 1759 mudou-se para Bath, onde retratou a sociedade elegante, adquirindo renome em pouco tempo. A partir de 1761 passou a expor regularmente nas exposições da Society of Artists em Londres, tendo sido indicado por Jorge III, em 1768, como um dos membros fundadores da Royal Academy of Art. Mudou-se para Londres em 1774, continuando a retratar as mais famosas personalidades da época, inclusive a família real.

Entre os primeiros quadros de Gainsborough há várias paisagens (Cannard Wood, 1748, National Gallery, Londres) gênero que cultivará durante toda a vida, embora a sua obra seja constituída principalmente por retratos. Estes são, a princípio, de corpo inteiro e em escala reduzida, do tipo "grupo de conversação“. Apesar do aspecto ingénuo, evocam Watteau.

Uma de suas caractéristicas fortes era pintar retratos em tamanho natural contra um fundo de paisagem imaginária. A influência de Van Dick é evidente em pinturas como Blue Boy ("Menino azul"; Huntington Collection, San Marino, Califórnia, USA), um dos mais famosos quadros do mundo. Continuou a pintar paisagens que, gradativamente, se distanciam da observação directa, conservando, todavia, grande riqueza de cores.

Venus consolando o amor (Venus consoling Love) – François Boucher – 1751

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François Boucher (Paris, 29 de Setembro de 1703 — Paris, 30 de Maio de 1770) foi um pintor francês, talvez o maior artista decorativo do chamado setecento europeu. Embora tenha vivido num século dominado pelo Barroco, ia além desse estilo e identificava-se mais com Rococó – estilo muitas vezes alvo de apreciações estéticas pejorativas. Foi seguramente um dos pintores que melhor soube interpretar o espírito do Rococó.

É muito conhecido por suas pinturas idílicas, plenas de volume e carisma, essas que vulgarmente recorriam a temas mitológicos e evocavam a Antiguidade Clássica.

Cedo se revelou artista de carreira promissora, embora se creia que o pai não o estimulasse muito na carreira artística.

O Circo, de Georges Seurat

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A obra O Circo, de Georges Seurat , encontra-se no Museu d’Orsay – Paris – França. Foi pintado em 1891, ano da morte de Seurat, que por isso deixou-a inacabada.

Segundo Georges Seurat (1859-1891), o mais importante em sua obra não era a poesia, mas o método. Ele foi influenciado pelo impressionismo, em especial por valorizar a luz, porém se rebelou contra a espontaneidade excessiva do movimento. Ao restaurar a importância da forma e trabalhar a cor à luz da ciência, iniciou o neo-impressionismo.

É dele a técnica do pontilhismo, ou divisionismo, baseada em pinceladas mínimas de cores puras. Os tons não surgiam da mistura das tintas na palheta, mas da combinação dos pontos coloridos no olhar de quem via a obra acabada.

Suprematismo ou Composição Suprematista – Kasimir Malevich –1915

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Suprematismo ou Composição Suprematista – Kasimir Malevich – 1915 (Stedelijk Museum, Amsterdam).

Suprematismo foi o nome encontrada para descrever uma forma de arte nascida na Rússia por volta de 1915-16, pela mão de Kasimir Malevitch. A sua preocupação fundamental foi a realização plástica pura da noção de espaço, ou seja, a relação entre as formas e o espaço que as circunda.

Caracteriza-se pela simplicidade das formas geométricas e pelo emprego de uma gama cromática restrita, constituída pelas cores primárias e secundárias, pelo branco e pelo preto.

Este movimento representa a pureza, levada ao extremo.

Malevich, no seu manifesto "Do Cubismo ao Suprematismo", define o Suprematismo como "a supremacia da sensação pura", o essencial era a sensibilidade em si mesma, independentemente do meio onde teve origem.

Mar de Outono

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Mar de Outono foi pintado por Emil Nolde em 1910 e está exposoto no Fine Arts Museum of San Francisco.

Emil Nolde (7 de Agosto de 1867 – 15 de Abril de 1956), de seu verdadeiro nome Emil Hansen, foi um dos mais importantes pintores expressionistas alemães.

Os seus quadros, tal como pretendia, chocavam o espectador, devido à vivacidade das cores, que contrastavam abusivamente umas com as outras, à deformação dos rostos das personagens retratadas, à distorção das perspectivas e ao excessivo uso de tinta.

A sua viagem à Nova Guiné, entre 1913 e 1914 fez com todos este aspectos se avivassem ainda mais nas suas obras.

Sempre influenciado por pintores como Vincent van Gogh, Edvard Munch ou mesmo James Ensor, durante todo o seu percurso artístico pouco mudou de estilo.

Em 1941, os nazis, que imperavam na Alemanha, proibiram Nolde de pintar, pois consideravam que a sua pintura era mundana e imoral, podendo incitar certas revoltas. Anos mais tarde, depois com fim da da Segunda Guerra Mundial e com a queda dos nazis, Emil Nolde voltou a pintar, tendo realizado um número incontável de aquarelas e pequenos óleos.

As grandes banhistas – Pierre- Auguste Renoir – 1887,

Desde o princípio sua obra foi influenciada pelo sensualismo e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza de seu ofício anterior como decorador de porcelana. Seu principal objetivo, como ele próprio afirmava, era conseguir realizar uma obra agradável aos olhos. Apesar de sua técnica ser essencialmente impressionista, Renoir nunca deixou de dar importância à forma – de fato, teve um período de rebeldia diante das obras de seus amigos, no qual se voltou para uma pintura mais figurativa, evidente na longa série Banhistas. Mais tarde retomaria a plenitude da cor e recuperaria sua pincelada enérgica e ligeira, com motivos que lembram o mestre Ingres, por sua beleza e sensualidade.

Em 1881, Renoir passaria a buscar novas inspirações. Primeiro foi à Argélia depois à Itália. Na Itália, Renoir conheceu os grandes centros: Milão, Roma, Veneza, Nápoles. O que mais lhe impressionou na viagem foi ver de perto as obras de Rafael. A viagem foi uma inspiração para buscar mais consistência em sua obra tentou tornar-se um artista em grande estilo renascentista.

As figuras de suas obras tornaram-se mais imponentes e formais, e muitas vezes abordou temas da mitologia clássica. O contorno de seus personagens tornaram-se mais precisos, formas desenhadas com mais rigor e cores mais frias. Esse novo período em sua arte, ele chamou de período Ingres. Nesta nova fase não houve mais espaço para pintura ao ar livre.

Renoir começaria a realizar estudos do qual surgiria uma de suas grandes obras: "As grandes banhistas" que só ficou pronta em 1887.

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Dama com Arminho – Leonardo da Vinci – 1485-1490

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No ano de 1485, Leonardo da Vinci inicia essa sua grande obra-prima: é o retrato de Cecília Gallerani, a Dama com Arminho, encomendado por Ludovico Sforza. A jovem, com sua cabeça pintada com a mesma mestria que a cabeça do belo anjo Uriel da pintura Madona das Rochas, com o olhar fixado para algo fora da pintura, fugindo do olhar do espectador, possui um rosto tranqüilo, insinuando o início de um sorriso sereno.

O arminho repete-lhe o movimento da cabeça, cuja pata curvada elegantemente correspondente ao movimento do animal, criando uma sintonia entre a modelo e ele.

A linguagem iconográfica presente nessa pintura, recorda-nos um pouco da anterior Ginevra de’ Benci. O Arminho representa o sobrenome da jovem em grego galée, mas também é o símbolo de seu amante Ludovico Sforza. Cecília abraça carinhosamente o seu amor junto ao colo.

Após a conclusão desta surpreendente obra de arte, Ludovico termina seu romance com a jovem e casa-se com Beatriz d’Este, e no mesmo ano, toma como amante a modelo da obra intitulada erroneamente como La Belle Ferronière, também encomendada por este.