Philipe Noiret, 1930 – 2006

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Nascido em 1.º de outubro de 1930 em Lille, no norte do país, Noiret trabalhou com alguns dos principais cineastas franceses, particularmente com Bertrand Tavernier, Louis Malle e Jean-Paul Rappeneau. Ele atuou em mais de 125 filmes, contracenando com estrelas como Catherine Deneuve, Romy Schneider e Simone Signoret. Trabalhou também em inúmeras peças de teatro.

Sua fama fora da França cresceu com sua participação em Cinema Paradiso, do italiano Giuseppe Tornatore. Seu rosto bonachão e sereno o fizeram ser escolhido para interpretar o poeta chileno Pablo Neruda, na verão de Massimo Troise e Michael Radford do filme O Carteiro e o Poeta, de 1994.

Ganhou duas vezes o prêmio César, considerado o Oscar do cinema francês, com Le Vieux Fusil, de Robert Enrico (1976) e A Vida e Nada Mais, de Bernard Tavernier (1990).

Para o primeiro ministro da França Dominique de Villepin, o mundo do teatro e do cinema ficaram repentinamente órfãos com a morte de Noiret.

Após ter feito cursos de interpretação com Jean Vilar, Noiret estreou no cinema pelas mãos da diretora Agnès Varda em La Pointe Courte, de 1955, que também marcou a estréia da cineasta, com este filme considerado por muitos críticos precursor da Nouvelle Vague. Porém, a autêntica revelação do talento de Noiret no cinema veio com Zazie no Metrô, de Louis Malle (1960).

Durante anos, Noiret só apareceu em papéis secundários, até que em 1966 Jean-Paul Rappeneau o colocou como protagonista em A Farsa do Amor e da Guerra. No ano seguinte, seu trabalho em Alexandre le Bienhereux, de Yves Robert, o consagrou a tal ponto no cinema que o levou a deixar o teatro um pouco de lado.

O escândalo provocado pelo filme A Comilança, de Marco Ferrari, no Festival de Cannes de 1973, levou-o a uma longa colaboração com Tavernier, com quem rodou L´Horloger de Saint-Paul (1973), Que La Fête Commence (1974) e A Vida e Nada Mais, com o qual ganhou o segundo César, em 1990.

Com Yves Boisset trabalhou em O Atentado (1972) e Um Taxi Cor de Malva (1977), e com Philippe de Broca em Les Caprices de Marie (1970) e Tendre Poulet (1977).

Muito admirado na Itália, onde rodou com Mario Monicelli, entre outros diretores, e em 1988, teve um grande reconhecimento internacional por seu papel em Cinema Paradiso.

Nos anos 80 e 90 trabalhou em muitas comédias francesas de grande sucesso de bilheteria, entre elas, a saga dos Três Mosqueteiros. Menos requisitado pelo cinema nos anos 90, o ator voltou ao teatro, uma atividade que dividiu com o cinema nos últimos anos, desde seu último papel no policial Edy, de François Berléand (1995).

Para quem gosta do cinema como arte, esses três filmes abaixos é presença obrigatória em qualquer videoteca:

– A comilança

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– Cinema Paradiso

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– O Carteiro e o Poeta.

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Asas do Desejo & Tão longe, Tão Perto

Asas do Desejo

(Der Himmel ünder Berlin)

Um anjo que tem por missão acompanhar o dia-a-dia de Berlim se apaixona por uma trapezista de circo, que faz com que ele fique em dúvida se deve ou não se tornar humano.

asas-do-desejo02.jpgNa Berlim pós-guerra, dois a njos perabulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem seus pensamentos e tentam confortar a solidão e a depressão das almas que encontram. Entretanto, um dos anjos, ao se apaixonar por uma trapezista, deseja se tornar um humano para experimentar as alegrias de cada dia.

Dirigido por Wim Wendersasas-do-desejo-poster01.jpg

Sem dúvida um dos melhores filmes que já vi até hoje.

Hollywood fez uma regravação desse filme há algum tempo atrás sob o titulo de Cidade dos Anjos, mas é infinitamente inferior ao original.

Tão Longe, Tão Perto
(Farway, So Close)

Continuação de Asas do Desejo, o filme foi vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes, em 1993, Tão Longe, Tão Perto é a história de um anjo que ousa cruzar a linha, chegando à cidade de Berlim passando pela dura realidade do pós-Guerra Fria e acaba engajado em um combate fatal para proteger os mortais que ele ama.

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Outro grande filme. Além de uma trilha sonora que tem a participação do U2 entre outras.

Charles Chaplin, 1889 – 1977

Filho de artistas do vaudeville londrino, Chaplin teve uma infância miserável e chegou a roubar comida para sobreviver depois que seu pai abandonou a família e sua mãe foi internada como louca.

Ainda adolescente obteve emprego na companhia teatral de Fred Karno e, ao fazer uma excursão pelos Estados Unidos, em 1913, foi contratado por Mack Sennett para trabalhar na Keystone, o maior estúdio de comédias do cinema mudo.

Ali Chaplin criou o personagem que o tornaria famoso: o vagabundo, de bengala e chapéu-côco.

Em 1919 fundou a United Artists, em sociedade com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e David W. Griffith, e passou a produzir filmes de longa-metragem. Nos anos 20 sua carreira estava no auge, mas seus problemas amorosos começaram a se agravar. Sua primeira mulher, Mildred Harris perdeu o que seria seu primeiro filho e Lita Grey, com quem se casou a seguir, o processou.

Os escândalos se seguiram, mas talvez o de maior repercussão tenha sido seu casamento, aos 56 anos, com a filha do escritor Eugene O’Neill, Oona, de 18.

Nos anos 50 foi perseguido pelo macarthismo e, após uma excursão à Europa foi impedido de retornar aos Estados Unidos. Mudou-se então para a Suíça. Anos mais tarde, os americanos tentaram se redimir concedendo-lhe um Oscar especial.

Um dos grandes gênios do cinema, Chaplin também era responsável pelas trilhas sonoras de todos os seus filmes e criou canções imortais, como “La Violetera” – de “Luzes da Cidade”, “Smile” – de “Tempos Modernos” – e “Limelight” – de “Luzes da Ribalta”.

Principais Filmes:

Curtas:

· Carlitos Repórter (1914)

· Idílio desfeito (1914)

· O Vagabundo (1915)

· Casa de Penhores (1916)

· Rua da Paz (1917)

· O Imigrante (1917)

· Vida de Cachorro (1918)

· Ombro, Armas! (1918)

· Idílio Campestre (1919)

· Dia de Prazer (1919)

 

Longas:

· O Garoto (1921)

· Os Ociosos (1921)

· Dia de Pagamento (1922)

· Pastor de Almas (1923)

· Casamento ou Luxo? (1923)

· Em Busca do Ouro (1925)

· O Circo (1928)

· Luzes da Cidade (1931)

· Tempos Modernos (1936)

· O Grande Ditador (1941)

· Monsieur Verdoux (1947)

· Luzes da Ribalta (1952)

· Um Rei em Nova York (1957)

· A Condessa de Nova York (1966)

 

Frases de Chaplin

” Quem está distante sempre nos causa maior impressão “.

” Estudei o homem, porque se assim não o fizesse, não conseguiria realizar nada em meu ofício .”

” Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação “.

” Amo a tragédia porque ela é bela. A única comédia que vale a pena é aquela que contém a beleza “.

” Uma das coisas que sempre procuro evitar é não exagerar ou insistir demasiadamente num ponto determinado. Quando se exagera na comicidade, a cena deixa de produzir risos e nada acrescenta ao filme.”

” Muita gente me pergunta onde foi que me inspirei para criar a minha personagem. Na verdade, Carlitos aparece como sendo a síntese de muitos ingleses que eu via em Londres quando era jovem: tipos de pequena estatura, de bigodinhos pretos, roupas bem justas, e sempre portando uma bengala de bambu. A idéia da bengalinha foi a mais feliz de todas, pois foi ela que caracterizou a personagem e a tornou conhecida mais rapidamente. Desenvolvi o seu uso ao ponto de torná-la cômica por si só  por exemplo quando ela se enroscava no pé de alguém ou puxava uma pessoa pelo ombro. Muitas dessas cenas acabavam por se tornar, inesperadamente, muito engraçadas.”

” Um dos prazeres que sinto ao produzir um filme é constatar que muitas vezes uma cena inesperada ou até mesmo errada acaba dando certo .”

” Toda vez que assisto a um dos meus filmes, quando ele é apresentado pela primeira vez ao público, eu presto mais atenção na reação das pessoas do que na própria película  nas situações que causam o riso e nas que não causam. “

” Não creio que a arte de representar possa ser ensinada. Já vi pessoas inteligentes fracassarem e pessoas estúpidas se saírem muito bem. O que a

” Com o uso da palavra não há mais lugar para a imaginação.”

” Não creio na técnica, no passeio da câmera em volta das narinas e das orelhas das vedetes. Creio na mímica. Creio no estilo.”

” Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.”

” Sem minha mãe, acho que jamais teria me saído bem na pantomima. Ela possuía a mímica mais notável que já vi. As vezes, ficava durante horas à janela olhando para a rua e reproduzindo com as mãos, os olhos e a expressão de sua fisionomia tudo o que se passava lá em baixo. E foi observando-a assim que eu aprendi não somente a traduzir as emoções com as minhas mãos e meu rosto, mas sobretudo a estudar o homem..”

” Quando comecei a fazer filmes cômicos, fazia-os só pelo dinheiro  a arte apareceu por acaso. Se isso decepcionar alguém, nada posso fazer. É a verdade.”

” Todas as minhas aspirações secretas, contidas, são satisfeitas quando escrevo e realizo um filme como O Grande Ditador. Entre o ditador e eu, não consigo distinguir qual é o verdadeiro Chaplin.”

” Quando cheguei a Hollywood pela primeira vez, logo percebi que seia muito mais fácil para um judeu seguir carreira cinematográfica do que para um outro qualquer.

O primeiro produtor que me contratou julgou que certamente eu também fosse judeu … e eu nunca o contradisse.

Nascido na classe mais pobre da Inglaterra, sem passado nem castelos, nem ancestrais a defender, eu não era dos que se embaraçaram com esse tipo de precedente: judeu eles me queriam, judeu então eu seria.”

” Faço parte do mundo  e no entanto ele me torna perplexo.”

” Em toda a minha carreira cinematográfica sempre me guiei em grande parte, pela opinião pública. Essa opinião chegava a mim através de cartas que recebia, em conversas pessoais, mas sobretudo por intermédio da imprensa. Do mesmo modo, também me convenci de que a contribuição que estou prestando com a realização de meus filmes é bem maior do que aquela que poderia oferecer se estivesse nas trincheiras servindo à causa da guerra.”

” Não sou político; sou principalmente um individualista. Creio na liberdade; nisso se resume a minha política … Sou pelos homens; essa é a minha natureza.”

” As duas personalidades que eu mais desejaria recriar em um filme seriam Napoleão e Jesus Cristo … Não representaria Napoleão como um general poderoso, mas como um ser fraco, taciturno, quase melancólico e sempre importunado pelos membros de sua família. Quanto ao Cristo, gostaria também de modificá-lo no espírito das massas. Acho que a personagem mais forte, mais dinâmica e mais importante que já existiu, acabou por ser terrivelmente deformada pela tradição. Mostra-lo-ía, então, acolhido em delírio por homens, mulheres e crianças. As pessoas iriam ao seu encontro para sentir o seu magnetismo. Não mais seria um homem piedoso, triste e distanciado; um solitário que acabou por ser o maio incompreendido de todos os tempos.”

” O amor é ajudado pela força. A doçura do perdão traz a esperança e a paz.”

” Estou sempre alegre  essa é a minha maneira de resolver os problemas da vida. Tenho a impressão de que os homens estão perdendo o dom do riso.”

” Não posso crer que nossa existência não tenha sentido, que seja mero acidente, como nos querem convencer alguns cientistas. A vida e a morte são determinadas demais, por demais implacáveis, para que sejam puramente acidentais.”

” Nunca achei a pobreza atrativa nem edificante. O que ela me ensinou foi só uma distorção de valores.”

” O silêncio  algo que não pode ser comprado  quantos de nós saberíamos defrontá-lo ?

“Os ricos compram o barulho. No entanto, nosso espírito se realiza quando estamos mergulhados no silêncio natural  esse silêncio que jamais recusa aqueles que o procuram … “

” A solidão é repelente. Tem um aura de tristeza, uma inadequação para atrair ou interessar, a tal ponto que nos sentimos ligeiramente envergonhados quando ela nos rodeia. Mas, num grau maior ou menor, atinge a todos.”

POR FIM:

” O som aniquila a grande beleza do silêncio.”

 

Três grandes momentos:

 

 

O Grande Ditador

Vida de Cachorro

Luzes da Cidade

 

 

 

 

 

 

Malena

Em 1941, numa pequena vila localizada na Sicília, um grupo de garotos de 13 anos de idade nutre uma profunda paixão por Malena (Monica Bellucci), a viúva de um soldado local, despertando uma história de amor, perda e coragem.

Dirigido por Giuseppe Tornat ore (Cinema Paradiso). Recebeu 2 indicações ao Oscar.

O Filme fala também da inveja feminina – um dos sentimentos mais destrutivos que devem existir – Malena apresenta uma história delicada e bonita. As imagens são bastante expressivas e a música é perfeita.

Ela é a sucessora de uma tradição de belas e curvilíneas musas italianas que conquistaram o mundo do cinema. Primeiro tivemos Sophia Loren, Ana Magnani e Gina Lollobrigida. Agora, sem deixar nada a dever, eis que surge… Monica Bellucci. Seios fartos, pernas perfeitas, quadris generosos (que lembram as musas do nosso Brasil varonil)… tudo bem distribuído em 1,78 de pura tentação. Aos 35 anos, está no auge de sua beleza – dando show em muita menina de 20 por aí…

Ainda adolescente, Monica enfrentou a família e saiu de casa (em Perugia) para tentar a carreira de modelo em Milão. Pouco depois, já era estrela de algumas campanhas da Dolce & Gabbana. Foi numa destas fotos que ela acabou descoberta por um diretor que de bobo não tem nada: Francis Ford Coppola. Tudo bem, o papel que Coppola descolou pra ela não foi nada muito grande. Em Drácula – de Bram Stoker ela é uma das sensuais vampiras que quase devoram Keanu Reeves!!! Lembrou, né? O que importa é que, a partir daí, a gata deixou a carreira de modelo de lado e dedicou-se de corpo e alma às telonas… Desacreditada (alguns produtores diziam que ela era só uma ‘modelinho’ tentando ser atriz), a moça provou o seu valor e fez os cineastas engolirem que uma mulher bonita pode ter talento (e muito!).

Depois de uma série de filmes sem expressão, suas belas curvas ganharam destaque em Malena (2000), do prestigiado diretor italiano Giuseppe Tornatore. Monica é a personagem-título, que perde o marido na II Guerra Mundial e acaba se tornando o objeto de desejo da pequena cidade, mexendo com a cabeça dos adolescentes. Tornatore talvez tenha a chave para a atração que a musa italiana exerce sobre os homens. “Monica é misteriosa, atrás de sua beleza se esconde um mundo que o instiga a conhecê-lo”. No mesmo ano, a italiana chamou atenção (e atraiu flashes de fotógrafos de todo o mundo) em Cannes, quando chegou para a exibição do thriller Sob Suspeita, que estrelou ao lado de Gene Hackman.

O homem que queria ser rei

 “The Man Who Would Be King” (1975 – 123m)

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 Já não se fazem filmes assim! Baseado numa história de Rudyard Kipling e recheado de humor, espectáculo, excitação e inesperadas reviravoltas, a versão filmada de John Huston de O Homem Que Queria Ser Rei merece ser coroada como uma das maiores aventuras da tela.

Sean Connery e Michael Caine – queixo para fora, ombros em esquadria e com um ocasional piscar de olhos manhoso – interpretam os divertidos sargentos britânicos Danny Dravot e Peachy Carnehan que querem construir um império só para eles…

O realizador John Huston tinhao_homem_que_queria_ser_rei.jpg pensado primeiro em Clark Gable e Humphrey Bogart para protagonistas. Mais tarde, Paul Newman e Robert Redford foram propostos para os papéis. Newman, contudo, sugeriu Connery e Caine. Hoje é difícil imaginar outros actores nesta obra-prima a que Caine chamou ‘o único filme que fiz que perdurará depois de eu ter partido.’

 Há certas obras de ficção, muito boas, que têm a faculdade de sobressair de seu contexto original. Quero dizer que, embora inseridas em uma época e local definidos, seguindo uma trama bem específica, com personagens rigidamente delineados, elas conseguem ser tão emblemáticas que acabam por se aplicar a uma situação que surge aleatoriamente no futuro, em um contexto inteiramente distinto. Refiro-me a O Homem Que Queria Ser Rei, de Rudyard Kipling. Não li o original, mas vi o filme, excelente, de John Huston, que contou a história de maneira divertida e irônica, favorecido ainda pela ótima atuação de Sean Connery e Michael Caine. Deve ter sido gratificante também para Connery, que naquele ano de 1975 apenas começava a despir a pele de James Bond.

 Quem também viu há de se lembrar: dois aventureiros se embrenham pelos confins do Império Britânico, em um reino perdido aos pés do Himalaia, que segundo dizem, não tinha contato com o resto do mundo desde a época de Alexandre O Grande, o último estrangeiro que andou por ali. Subitamente, um incidente fortuito faz com que um dos aventureiros seja tomado por um deus mitológico dos locais, cuja volta era profetizada – na verdade, tomam-no pelo próprio Alexandre o Grande redivivo. O intruso é conduzido a um trono e todos se prostram a seus pés. Agora ele é o rei daquele povo. O problema é que ele gosta do papel. Mete-se efetivamente na pele do personagem, e exige ser tratado como tal. Dá ordens, edita leis, e começa a montar um harém de esposas. As coisas correm às mil maravilhas para o vivaldino, até que um segundo incidente, tão fortuito quanto o primeiro, faz com que os nativos descubram o engano: aquele indivíduo não é deus coisa nenhuma. A propósito, nãi sei porque  esse filme me lembrou  o governo Lula. Não deve ser por causa dos atores, pois nenhum deles é canastrão. Deve ser outro motivo qualquer.

 

 

 

Os vivos e os mortos – John Huston

Esse filme é baseado no conto “Os Mortos” contido no livro de contos “Dublinense” de James Joyce (1882 – 1941), extraordinário escritor Irlandes. Autor de clássicos como “Ulisses” (1918) e “Finnegan`s Wake” (1936)

 

História:

É 6 de janeiro de 1904 e Dublin celebra o Dia dos Reis em meio à neve. Na casa das irmãs Morgan, Julia (Cathleen Delany) e Kate (Helena Carroll), é oferecida uma ceia a amigos e parentes, logo após a realização de um sarau musical e poético. Já perto do final da celebração, quando boa parte dos convidados já tinham saído, o barítono Bartell D’Arcy (Frank Patterson) começa a cantar uma música triste, que faz com que Gretta Conroy (An jelica Huston) se lembre de uma paixão antiga, que já faleceu. Surpreso com a mudança de comportamento de sua esposa, Gabriel (Donal McCann) conhece a história da antiga paixão dela ao chegarem no hotel em que estão hospedados.

Este é o último de 5 filmes em que o diretor John Huston e a atriz Anjelica Huston trabalharam juntos. Os anteriores foram Cassino Royale (1967), O Irresistível Bandoleiro (1969), Caminhando com o Amor e a Morte (1969) e A Honra do Poderoso Prizzi (1985).

Este também é o último filme do diretor John Huston, que dirigiu Os Vivos e os Mortos já doente e em uma cadeira de rodas.

O filme mostra um amor da juventude que ficou pra sempre perdido. E nada,  pode trazer de volta o esplendor do tempo que se foi.

O filme de Huston trata da perda, da memória, do envelhecimento. Melancólico, acho ele um pouco pessimista, como eu.

Quem ainda não viu, vá a uma locadora. Recomendo, é um dos meus preferidos.

1492 – A conquista do Paraíso

Do diretor Ridley Scott (Blade Runner) o filme mostra a luta do navegador Cristóvão Colombo em conseguir financiamento para levar adiante seu sonho de encontrar um caminho marítimo para as Índias. Com Gérard Depardieu, Armand Assante e Sigourney Weaver no elenco.

Sinopse

Vinte anos da vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América , o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice.

O diretor Ridley Scott fez apenas uma única condição para aceitar dirigir 1492 – A Conquista do Paraíso: que o personagem Cristóvão Colombo fosse interpretado por Gérard Depardieu.

1492 – A Conquista do Paraíso foi lançado comercialmente nos cinemas norte-americanos em meio às comemorações pelos 500 anos de descoberta da América.

 A palavra PERFEITO é pouco para um filme dessa natureza. Relata com fidelidade os fatos e conta com atores que estavam em sua melhor fase. Sem dizer a trilha sonora de Vangelis. 

A Missão

A MISSÃO (The Mission,)

DIREÇÃO: Roland Joffé

ELENCO: Robert de Niro, Jeremy Irons, Lian Neeson.

Resumo

No século XVIII, na América do Sul, um violento mercador de escravos indígenas, arrependido pelo assassinato de seu irmão, realiza uma auto-penitência e acaba se convertendo como missionário jesuíta em Sete Povos das Missões, região da América do Sul reivindicada por portugueses e espanhóis, e que será palco das “Guerras Guaraníticas.

Palma de Ouro em Cannes e Oscar de fotografia. Um belo filme com uma ótima trilha sonora de Enio Morricone.

Contexto histórico

Ao longo dos séculos XVI e XVII várias missões católicas foram criadas pelos jesuítas na América do Sul. Surgidas no século XIII, com as ordens mendicantes, esse trabalho de evangelização e catequese, desenvolveu-se principalmente nos séculos XV e XVI, no contexto da expansão marítima européia.

Embora tivessem como objetivo a difusão da fé e a conversão dos nativos, as missões acabaram como mais um instrumento do colonialismo, onde em troca do apoio político da Igreja, o Estado se responsabilizava pelo envio e manutenção dos missionários, pela construção de igrejas, além da proteção aos cristãos. Na análise de Darcy Ribeiro em “As Américas e a Civilização”, as missões caracterizaram-se como “a tentativa mais bem sucedida da Igreja Católica para cristianizar e assegurar um refúgio às populações indígenas, ameaçadas de absorção ou escravização pelos diversos núcleos de descendentes de povoadores europeus, para organizá-las em novas bases, capazes de garantir sua subsistência e seu progresso”.

Durante o século XVIII o movimento missionário enfrentou problemas na América do Sul, em áreas de litígio entre o colonialismo espanhol e português. No sul do Brasil, a população indígena dos Sete Povos das Missões, foi submetida pelo Tratado de Madrid (1750), um dos principais “tratados de limites” assinados por Portugal e Espanha para definir as áreas colonizadas.

Pelo Tratado de Madrid, ficava estabelecida a transferência dos nativos para margem ocidental do rio Uruguai, o que representaria para os guaranis a destruição do trabalho de muitas gerações e a deportação de mais de 30 mil pessoas. A decisão foi tomada em comum acordo entre Portugal, Espanha e a própria Igreja Católica, que enviou emissários para impor a obediência aos nativos. Os jesuítas ficaram numa situação delicadíssima, pois se apoiassem os indígenas seriam considerados rebeldes, e se contrário, perderiam a confiança deles. Alguns permaneceram ao lado da coroa, mas outros, como o padre Lourenço Balda da missão de São Miguel, deram todo apoio aos nativos, organizando a resistência desses índios à ocupação de suas terras e à escravização. Dá-se o nome de “Guerras Guaraníticas” para esse verdadeiro massacre dos nativos e seus amigos jesuítas por soldados de Portugal e Espanha. Apesar da absurda inferioridade militar, a resistência indígena estendeu-se até 1767, graças as táticas desenvolvidas e as lideranças de Sépé Tirayu e Nicolau Languiru.

No final do século XVIII, os índios já tinham sido dispersados, escravizados, ou ainda estavam refugiados, na tentativa de restabelecer a vida tribal, que os caracterizava antes das missões.

Greta Garbo

Nome completo, Greta Lovisa Gustafsson, nascida em 18 de Setembro de 1905.

Atriz de cinema de sueca, naturalizada norte-americana, conhecida por “a divina”. Já tudo foi dito sobre esta mulher de rosto perfeito, com uma fotogenia fantástica, nascida em Estocolmo e radicada nos EUA desde 1925. Aos 15 anos órfã de pai, trabalhou em uma loja de modas. Descoberta pela publicidade foi convidada por E. A. Petschler para figurar num pequeno filme como banhista. Entrou para a Real Academia de Arte Dramática de Estocolmo, em 1922 e no ano seguinte faz o primeiro trabalho no cinema. Trabalhou com Mauritz Syiller, que lhe deu o apelido de Garbo. A sua celebridade seria conquistada nos EUA onde trabalhou no cinema mudo que transpôs para o cinema sonoro sem quaisquer problemas devido à sua voz profunda e sensual. O seu ar andrógino e frio criou o mito. As suas paixões foram um mistério e passou a sua vida sem nunca se casar. Seus principais filems foram “Amor”, 1927, “A Mulher Divina” e “A Dama Misteriosa”, 1928, “O Beijo”, 1929, “Romance”, 1930 “Inspiração”, “Mata Hari”, 1932, “A Rainha Cristina”, 1934, “Ana Karenina”, 1935, “Camille”, (para os críticos o seu melhor filme) e ainda “Margarida Gautier”, 1936, “Maria Walewska” (1937) “Ninotchka”, 1939 e “A Mulher de duas caras”, de 1940, ano de seu último filme. Deixou de aparecer em público a partir de 1947. Em 1955 recebeu o Óscar da Academia pelo conjunto da sua carreira. Saiu de cena no auge da fama, vindo a falecer em 15 de Abril de 1990.

Ponto de Mutação

Baseado no livro The Turning Point, do físico austríaco Fritjof Capra, o filme deixa tantos caminhos para discussão, ao seu término, que escolher sobre que aspecto tratar acaba se tornando uma tarefa crucial e até mesmo injusta. Porém, o lado científico de Ponto de Mutação é uma das coisas mais belas já mostradas em trabalhos do gênero e de maneira alguma deve ser descartada por aqueles que, por ventura, decidirem se aventurar nos passos dos Capra.

FRANÇA, INÍCIO DA DÉCADA DE 1990

Sonia Hoffmann (Liv Ullmann) é uma física desiludida com os rumos tomados pela ciência. Após descobrir que suas pesquisas com microlasers estavam sendo utilizadas no projeto americano Guerra nas Estrelas, ela decidiu isolar-se em um vilarejo francês para repensar a vida. Embora tendo a chance de conviver um pouco mais com a única filha, enfrenta um processo difícil desta convivência e o atrito entre as duas acaba sendo acentuado porque suas percepções do mundo divergem completamente.

No mesmo país, na capital, vive o poeta Thomas Harrimann (John Heard). Ele abandonou a cidade de Nova York por não suportar um modo de vida mercantilizado e refugiou-se no velho mundo para recuperar-se da decepção profissional e de um casamento fracassado, e para tentar superar, com tranqüilidade, a crise de meia idade que o acomete. Na América no Norte, seu amigo Jack Edwards (Sam Waterston) é um político bem sucedido. Porém, após perder as eleições para presidente dos Estados Unidos da América, sente-se esgotado, confuso em relação aos rumos de sua carreira e solicita socorro. Edwards recebe um convite de Thomas para passar uma temporada na França e o encontro dos dois com Sonia Hoffmann marca o início do conflito proposto em Ponto de Mutação.

O cenário onde a trama tem sua evolução é um castelo no litoral noroeste, no alto do Mont Saint Michel. Uma construção medieval localizada na fronteira com a Normandia e a Bretanha. A região é famosa por possuir a maré mais alta do mundo. Em alguns pontos, ela atinge até quinze metros e deixaria o vilarejo de La Mont Saint Michel completamente isolado do continente, se não fosse um acesso construído para ligar a ilha à França. O local é propício para a discussão que toma toda a estória, por conter objetos que remontam à história da sociedade moderna e evocam as linhas de pensamento inerentes a ela.

Por fim, o poema de Pablo Neruda ( postado acima) representa uma metáfora sobre todo o dia em que os três personagens passaram juntos e sobre o que suas vidas
representavam diante das idéias que se propuseram a pensar. O poema, algo também meio distante e às vezes incompreensível, também junta a teia de relações que é a humanidade. Diante das teorias frias e puras da cientista e das idéias práticas do político, a poesia recitada pelo poeta os faz calar e refletir sobre o que suas vidas têm feito nesse processo, sobre como eles têm contribuído com sua parte diante do todo. A razão do pensamento científico passa a fazer sentido no calor das palavras do poeta, ao aproximar-se da vida comum e rotineira das pessoas.

Além de Pablo Neruda o filme possui, ao longo de sua construção, referências a diversos escritores, poetas, estadistas, cientistas e figuras religiosas. A integração destes pensadores é dada pelo tom da narrativa, cujo objetivo é defender um modo de vida integrado, porém, provido de essência. A vida não se resume a uma máquina e nem a uma rede de conexões bem feitas. Existe algo maior que é fruto da convivência, da vida em comum. Os argumentos de Jack, Tom e Sonia foram recheados de citações que transformaram o conteúdo científico, religioso e filosófico do filme em poesia, em diálogos permeados de sentimento e significado. Algumas das referências seguem abaixo.

Ao dizer que nenhum santo sustenta-se sozinho, Thomas cita parte de um poema de John Donne para Jack na entrada do castelo:

Nenhum homem é uma ilha isolada;
cada homem é uma partícula do continente, uma parte da Terra(…)
E por isso não perguntes por quem os sinos dobram;
eles dobram por ti.

Este poema inspirou um romance de Ernest Hemingway, Por Quem os Sinos Dobram, que foi baseado na experiência do escritor americano como correspondente de guerra.

Não é um filme fácil de ver, mas o aprendizado compensa.

Paris – Texas, 1984

Paris é uma localidade que se encontra no estado do Texas, bem próximo da fronteira mexicana. Um homem chega lá depois de ter andado durante muito tempo: ele desaba vencido pela fadiga. Levam-no para o hospital, mas ele não possui qualquer documento de identidade e se recusa a falar. Graças a um cartão de visita, encontram seu irmão, Walt, que vem procurá-lo e levá-lo para sua casa. O homem, de nome Trevis, reencontra seu filho Hunter, de oito anos, criado por seu tio e sua esposa porque a mãe da criança Jane, o havia abandonado. Trevis sai em busca de Jane que trabalha num peep-show de Huston, entrega-lhe a criança e parte novamente sem destino certo. Palma de Ouro (Grande Prêmio) e Prêmio de Crítica Internacional no Festival de Cannes 1984.

Paris, Texas é, sem dúvida, dos filmes mais conhecidos e aclamados do cineasta alemão Wim Wenders. Sucesso de crítica e de público, recebeu vários prémios internacionais, incluindo a Palma de Ouro por Melhor Filme no Festival de Cannes de 1984. Não foi por acaso. O filme é grande em tudo: na história densa, misteriosa; na fotografia excelente, na música áspera, melancólica de Ry Cooder, nas performances de Harry Dean Stanton e da belíssima Nastassja Kinski. Paris, Texas é um road-movie pouco comum, contrapondo as paisagens remotas do deserto de Mojave, a uma viagem particular ao nosso próprio interior, em busca de um passado perdido.

Travis, o protagonista, é um solitário, sempre. Nada se parece com um lar, por isso ele nunca pára. E ninguém lhe parece familiar, motivo pelo qual não conversa com ninguém. Seu percurso silencioso varre a imensidão do deserto, ora caminhando sem rumo, ora rumo ao infinito sobre uma linha de comboio desaparecendo no largo horizonte. Wenders e Robbie Müller, o diretor de fotografia, capturaram como ninguém a sensação de solidão que envolve o personagem através das belas paisagens – quase sempre inundadas de luz – que o filme exibe.

Um filme para mim inesquecível.

Aos Amigos Trek’s: Seriado "Jornadas nas Estrelas" faz 40 anos.

O famoso seriado da televisão americana Jornada nas Estrelas está completando 40 anos.

A série de ficção científica sobre as aventuras da tripulação da nave espacial Enterprise, foi exibida de 1966 a 1969, e criou uma legião de fãs em todo o mundo.

Os personagens mais conhecidos são o capitão James T. Kirk, vivido pelo ator canadense William Shatner, o alienígena Sr. Spock, interpretado por Leonard Nimoy, e o engenheiro-chefe Scotty, James Doohan.

A série original teve 79 episódios, mas acabou dando ensejo a outras, como A Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise.

O elenco original também protagonizou sete filmes de longa-metragem – o primeiro, Jornada nas Estrelas – o Filme, de 1979, foi dirigido por Robert Wise, que recebeu um Oscar por A Noviça Rebelde.

Personagens de outras naves também participaram dos filmes seguintes da série inspirada em Jornada nas Estrelas que totalizaram 10.

O seriado de televisão Jornada nas Estrelas comemora seus 40 anos. Ele foi criado pelo policial americano que se tornou roteirista Gene Roddenberry, sobre as aventuras da tripulação da nave intergalática Enterprise.

Vida longa e próspera.

Star Trek – Original

A Nova Geração

Deep Space Nine

Voyager

Enterprise

A Lenda do Pianista do Mar

A Lenda do Pianista do Mar” ou “A Lenda de 1900” (tradução literal do título em inglês) é mais um excelente filme de origem italiana. Depois de sua obra prima “Cinema Paradiso” e antes de fazer seu ótimo “Malena” também recomendo, falarei sobre ele em outra ocasião, Giuseppe Tornatore havia feito esse maravilhoso A Lenda do Pianista do Mar. Sua visão é esplêndida e mais uma vez ele consegue emocionar a todos que assistem essa obra. Criativo e mesmo sendo uma obra com um roteiro adaptado, ele consegue com maestria transformar em um dos melhores filmes já feitos. Acho que “Cinema Paradiso” é melhor, mas esse é tão fantástico quanto. Mesmo sendo um drama magnífico, é também pura expressão de arte.

Esse filme é uma maravilhosa obra que tem a mesma fórmula de “Cinema Paradiso”, a história da vida de uma personagem contada por alguém próxima, e ao invés do assunto abordado ser o cinema, neste A Lenda do Pianista do Mar é a música e sua paixão por ela. Utilizando filosofia para explicar a personagem de Mil Novecentos (Tim Roth), Tornatore conseguiu dar vazão para lógica e para a racionalização humana, sendo o ápice do filme, a forma com que um mundo pode ser o mesmo, mas ser diferente apenas modificando o ponto de vista da maneira que bem entender, é assim que é feito o filme, como uma obra significativa e pensante para a humanidade. Infelizmente o filme faz parte o “circuito alternativo” (que nos premia cada vez mais com fantásticos filmes), não tendo tanta divulgação e tendo um público mais restrito. Nunca tirando o mérito de um dos filmes mais fabulosos da história do cinema. Com cenas antológicas, o filme conta uma história simples e até mesmo fantasiosa (por isso mesmo é uma “lenda”), pois é algo que raramente aconteceria, não importa que isso tenha ocorrido no começo do século passado. É sem dúvida algo que todos que tenham sensibilidade irão apreciar.

Mil Novecentos (Tim Roth) é um garoto encontrado no navio The Virginian, enquanto estava a bordo, por um engenheiro do navio, seu nome era Danny (Bill Nunn). Ao procurar objetos deixados pelos passageiros de primeira classe, ele encontra um garoto numa caixa que estava escrita “T.D. Lemon”, assim Danny o pega para criar, pois sempre afirma que “T.D.” significava “Tome, Danny.” (“Thanks, Danny.”), e assim ele o faz. O garoto cresce ao meio de carvão e caldeiras, e sempre obedecendo Danny, que o mandava nunca sair do barco e ficar escondido. Aos oito anos, Danny sofre um acidente e morre, deixando Mil Novecentos sozinho, e ele então começa a perambular pelo navio, e numa dessa acaba se encantando e aprendendo a tocar piano, virando um exímio pianista. Com uma exceção, desde de 1900 (ano de seu nascimento) até os dias atuais da história ele nunca sequer havia saído do navio, nunca tinha pisado em terra firma. A história é contada por um amigo dele, que com ele tocou, Max (Pruitt Taylor Vince).


Existem pelo menos três cenas que já vão entrar para história, cenas antológicas e líricas, certamente maravilhosas: a cena em que Mil Novecentos toca piano, no meio de uma tempestade, com o piano deslizando por todo o navio; no duelo entre Mil Novecentos e Jelly Roll Morton (Clarence Williams III ) postado logo abaixo; e quando Mil Novecentos vê pela primeira vez a garota nunca identificada, quando está gravando seu primeiro vinil.


Tim Roth mostra que é um ótimo ator. É impressionante vê-lo caracterizado como um pianista que nunca teve uma vida normal, mas é um dos mais fantásticos seres que já existiram. Tim Roth está convincente e muito bem, com uma performance digna de muitos elogios, é um grande atrativo para o filme. Pruitt Taylor Vince também ótimo ator, foi uma surpresa para mim este filme assim com suas respectivas atuações, foi algo magistral. Gostei muito deles nos papéis de músicos, mas não há mais nada a se dizer que seja relevante. Estão excelentes.


Vale a pena ir a locadora para locá-lo.

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Casablanca – 1942

Considerado por muitos como o filme mais amado pelos cinéfilos do mundo todo, “Casablanca”, do diretor Michael Curtiz, estrelado pelos astros Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, faz jus a sua fama. Muito mais que um romance eletrizante protagonizado por Bogart e Bergman, “Casablanca” nos coloca em contato com todo o mistério da cultura árabe do norte da África, nos remete a atmosfera de tensão e medo da 2ª Guerra Mundial, tem uma trilha sonora extremamente qualificada, diálogos afiados e inteligentes e é, certamente, um dos filmes mais charmosos da história do cinema.

Vencedor de 3 Oscars (Melhor Filme, Diretor e Roteiro), o clássico filme conquista os espectadores em função das interpretações marcantes de Bogart, como o cínico Richard Blane, dono de um bar em Casablanca, onde circulam pessoas de diversas nacionalidades em fuga para a América. A região marroquina, controlada pela França, vive uma situação totalmente inusitada, pois os alemães a essa altura dos acontecimentos controlam aproximadamente 70% da França e, teoricamente, mandam também nas colônias dessa nação…

Apesar disso, na prática, os governantes em Casablanca continuam sendo os franceses. Isto é, procurando sempre mostrar solicitude para com os oficiais nazistas alemães que por ali circulam (ao mesmo tempo em que procuram sabotá-los agindo com lentidão). Esse é o caso do chefe de polícia Louis Renault (Claude Rains, em interpretação marcante), que tenta a todo custo agradar o comandante alemão Heinrich Strasser (Conrad Veidt).

Para cair nas graças do alemão, Renault se propõe a prender o ladrão e assassino que matou dois nazistas e se apoderou de documentos que facilitariam a saída de qualquer pessoa estacionada em Casablanca (Era difícil e caríssimo conseguir vistos de saída para Lisboa e, depois, embarcar para a América).

Esse acontecimento coincide com a chegada a Casablanca de um dos principais líderes da resistência ao avanço nazista na Europa, Victor Laszlo (Paul Heinred) e de sua esposa Ilsa Lund (Ingrid Bergman, no esplendor de sua beleza). Para saírem do norte da África, os Laszlo dependem dos salvo-condutos roubados. Por obra do acaso esses documentos acabam nas mãos de Rick (Bogart).

Descobre-se então que o cinismo e o amargor de Rick derivam de um romance que teve um desfecho confuso e infeliz… com Ilsa Lund. Crueldade do destino, o futuro dos Laszlo estava nas mãos de Richard Blane, infeliz amante abandonado por Ilsa Lund…

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Uma Homenagem: Marilyn Monroe ( 01/06/1926 – 05/08/1962 )

Nome: Norma Jean Baker Mortenson

Data de Nascimento: 01 de Junho de 1926

Local de Nascimento: Los Angeles – Califórnia Alguns fatos de sua vida:Um dos maiores símbolos sexuais já produzidos por Hollywood, Norma Jean Baker Mortenson (seu nome verdadeiro) nasceu em Los Angeles Califórnia e viveu parte da infância em orfanatos. Casou-se aos 16 anos, com James Dougherty, e aproveitou quando o marido serviu na 2ª Guerra para tentar a sorte no cinema.

Começou com pequenas aparições em “O Segredo das Jóias” (1950) e “A Malvada” (1950), e despontou com “Só a Mulher Peca” (1952) e “Torrentes de Paixão” (1953). Depois, virou mito. Sua exuberância pode ser conferida em “Os Homens Preferem as Louras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959).Divorciada de James Dougherty, casou-se com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio e com o dramaturgo Arthur Miller.

Teve um romance com o ator francês Yves Montand durante as filmagens de “Adorável Pecadora” (1960), e teria mantido relações jamais esclarecidas com o então presidente John Kennedy e com seu irmão, Robert.

A hipótese de que ela teria sido amante dos Kennedy ganhou força quando se constatou que sua casa foi vasculhada – supostamente por agentes da CIA – antes da chegada da polícia no dia em que morreu, devido a uma overdose de sedativos e barbitúricos. Mas não existem provas concretas, apenas suposições e depoimentos – alguns dos quais aparecem no documentário inglês “Marilyn e os Kennedy” (1985).

No fim, a glamurosa loura de Hollywood morreu durante seu sono com a jovem idade de 36 anos em 05 de agosto de 1962. Elton John e Bernie Taupin escreveram uma vez sobre Marilyn, “A vela se apagou muito antes do que a lenda que ainda continua acesa”. Sua “vela” pode ter se apagado, mas as chamas de Marilyn brilham mais forte do que nunca.

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